os lápis de cor

Voltar ao tempo dos cadernos de folhas pautadas, a lousa, o giz, as carteiras da escola, os lápis viarco, eu ainda usei penas com bicos que mergulhavam na tinta azul e desenhavam letras de traços não uniformes, com pequenos borrões, ditados de zero erros e redacções com c sobre a primavera e as andorinhas, desenhos de casas com uma porta e duas janelas e fumo a sair pela chaminé, fumo azul, como as nuvens, azuis ou amarelas, o sol de raios e olhos e boca, lá no cimo, a pairar sobre o grande branco da folha, recortado de árvores de troncos castanhos e frondas verdes, e as andorinhas, sim, no imenso branco, duas asas e era a primavera nas flores cor-de-rosa e vermelhas, bem alinhadas pelo caminho que ia ter à porta da casa entreaberta.

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