de boca para boca

Tinha ficado imediatamente preso nos lábios dela. Dizia as palavras como se tivessem sabor, como se cada sílaba tivesse a pele de uma cereja que nunca chegava a trincar. Tinha lábios de quem poderia sussurrar coisas indizíveis ao ouvido, coisas que o deixariam arrepiado e esfomeado. Depois poderia dizer que era como se sempre se tivessem conhecido e que havia este à-vontade e esta intimidade que ambos sentiam partilhar. Mas na verdade foram os lábios dela, e a fina linha mais clara que os contornava e em que se perdera.

 

 

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