Um dia cinzento

Um daqueles sábados cinzentos e sem história. O gato imóvel sentado como uma estátua na beira da janela. O carro que passa ocasionalmente na rua. O som ronronante do movimento do tambor da máquina de lavar roupa. A temperatura morna, o tempo sem cor, sem sabor. O edifício com escadas de bairro social. O gato que se espreguiça e salta da janela. Mover-se.  Fazer o habitual. Um duche, a água quente e lavada. O sabonete com cheiro de côco. O cabelo molhado, a toalha húmida. O café, uma torrada.

O próximo momento, o próximo pensamento, o próximo desejo.

Não saber se esperar  é contentamento ou resignação.

15-01-2011

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s