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Os mensageiros

12 Mai

Comecei esta semana uma prática xamânica de pedir uma mensagem/ um mensageiro cada manhã. Ao sair de casa, no meu curto caminho até à paragem do autocarro, estou atenta a algo que para mim faça sentido e que possa ser encarado como uma mensagem “de sabedoria” para o meu dia. Por incrível que pareça… tem sido significativo. Comecei na quarta-feira. Ao sair para a rua, tudo parece o mesmo, sem nada de “especial”, e vejo uma gaivota a voar para a minha direita. É verdade que as gaivotas agora estão instaladas na cidade, mas por qualquer razão fico atenta. Penso que para que esse voo seja marcante, vou ter de o ver 3 vezes. Uns metros depois, vejo a gaivota a voar, mas dirigindo-se a sul. Ok, segunda vez. Continuo o meu percurso e chego à paragem do autocarro. Espero. Felizmente, não muito, o autocarro está a chegar. E a gaivota passa uma terceira vez. Qual a mensagem? Para mim esta questão de voar tem estado muito presente ultimamente como mensagem de libertação. É espantoso pensar que quanto mais nos debatemos, mais nos atolamos. Somos prisioneiros de nós mesmos, pois como diz a história zen, ninguém nos prende. Durante o dia, as mesmas histórias de sempre, em que nos enredamos e em que parece não haver saída. Mas talvez, sim, pode ser, há outras formas, outras construções, outras escolhas.

Ontem fui dar uma volta maior, pois tinha tempo e apetecia-me usufruir da manhã. Nada de especial me prendeu a atenção. Até que ao chegar perto da paragem onde desta vez ia apanhar o autocarro, vi uma pomba morta num canto. Pensei: se é esta a mensagem para o meu dia, bonjour l’angoisse, que depressiva! Viro a esquina… e uma pomba acaba de poisar no passeio, vibrante e esvoaçante. O contraste com a imagem anterior é flagrante e não posso deixar de pensar que é uma mensagem poderosa. Algo morre. Algo está vivo. A direção é clara. Apesar disso, uma história do passado ocupou-me toda a manhã, algo supostamente morto. Não tenho mais nada a fazer com essa história e no entanto vejo-a e revejo-a, tudo repassa novamente, e encontro até continuações. Mas está morto. Tempo para voltar ao que está aqui. Ao que está vivo.

Hoje, o mesmo cenário ao sair de casa, nada de especial se passa, não sou surpreendida por um pássaro especial, por uma árvore de contornos diferentes nem por uma planta de cheiro intenso. Até chegar perto da paragem. Vejo uma carteira de mulher, com círculos cravejados, que  fazem lembrar a representação do sol e cuja configuração também se assemelha a um mandala que coloquei no Pinterest. Pergunto-me se esta imagem será significativa e de que forma, e ao erguer o olhar, o sol espreita por entre as nuvens. Continuo o meu caminho a pensar que o sol a espreitar entre nuvens no céu não é nada de muito extraordinário – e olho novamente, e só um céu compactamente cinzento me olhou de volta. Outra imagem significativa para mim. Tenho falado nos meus workshops da imagem do nosso espírito enquanto o céu vasto e imenso, onde o sol brilha, mesmo para além das nuvens, fortuitas, passageiras, eternamente mutáveis e não sólidas.

A escrita é um processo de “sim”, tem uma voz, imagens e narrativas. Para os escritores, sobretudo se principiantes, talvez a maior dificuldade esteja em confiar no processo, largar, abrir assas, confiar que escrever não é um beco sem saída, pois o espírito/a intuição/a criatividade não tem limites. É o céu imenso onde brilha o sol (ou para outros, o astro lua), mesmo que escondido para além da nossa camada nebulosa de confusões, dúvidas, inseguranças e medos. Queremos confiar, mas também somos extremamente cautelosos, queremos abrir-nos para as mensagens da vida e acreditar que estão lá, todos os dias, no caminho de casa para o autocarro, cinco minutos para receber “inspiração divina”, mas desconfiamos, talvez hoje não, talvez hoje falhe, ou eu não veja, ou não haja nada para ver e isto seja mais uma daquelas histórias, mais uma ilusão. Sim, é verdade, é uma história, mas por isso mesmo pode assumir contornos inesperados. Pode ser mágico. Só temos de aceitar a imensa liberdade do espaço aberto à nossa frente, fresco e fecundo, abrir as asas e lançar-nos do alto. Confiar que o imenso espaço nos sustém e se abre a nós. É disso que é feito.

Seres de outro planeta

20 Mar

Uma constipação desagradável e persistente, as imagens de uma noite de sábado louca no restaurante (parece que largaram um bomba nesta cozinha), uma manhã de domingo prosaica e seca. A página do caderno vazia. E no entanto, as folhas da palmeira refletem-se na parede e a parede mexe com o vento, e a minha mente mexe com o vento e a parede, um outro universo habita esta parede, seres esguios caminhantes das estrelas, que se animam e dançam para um destino mágico.

Does Ev Bogue has a cell phone?

16 Mar

Um casal passa com a criança pela mão. Aliás, a mulher leva os sacos e a criança pela mão. Ele leva as chaves do carro numa mão e o telemóvel na outra. É ela que conduz. Será que o Ev Bogue tem telemóvel? Por momentos perco-me na observação do casal e o carro parte conduzido pela mulher. Tenho muito trabalho de computador para fazer hoje. Não sei o que é melhor – lidar com controladores compulsivos ou relaxados crónicos. O que é o equilíbrio? Falamos sempre de equilíbrio e que o importante é encontrar o equilíbrio. Corpo-mente, casa-profissão. E se se isso não existisse? Onde está o equilíbrio? Como se pode quantificar, medir, contar? E se o equilíbrio é exatamente o que estamos a viver, mesmo que pareça muito “desequilibrado”, aos nossos olhos e aos olhos dos outros? O equilíbrio não será mais uma daquelas coisas utópicas com que gostamos ciclicamente de nos flagelar, como a busca da perfeição?

Julia Cameron fala das páginas matinais por vezes de uma forma “new age” (pronto, já sabemos que Artist Way é um livro datado), e usa-as por vezes como uma espécie de oráculo, ou dito de uma forma que nos agrada mais, usa-as para ir mais profundamente em nós mesmos. Páginas minhas, páginas minhas, és o barco, és o rio, és o barqueiro passador de almas? Onde está esse país de intermeio, o entre das coisas, a passagem por onde tudo pode fluir ou fugir? Ponto de equilíbrio ou de total desequilíbrio? És corda ou és poço? Percorro-te a pulso, a caminho da esperança ou afundo-me cada vez mais nas tuas águas?

Não uso as páginas como oráculo, mas recentemente voltei a interessar-me pelo I Ching, online. Coloco a minha questão em Free I Ching Reading e além da interpretação do site leio os posts relacionados com o hexagrama de The Quoteable I Ching. E depois gravo o que achar interessante no Penzu. Parece complicado, mas a ideia era começar a usar o I Ching como comtemplação – “tirar” um hexagrama para o dia e usá-lo como meditação diária. Posteriormente veria se faz sentido.

Tenho andado também a brincar com a ideia de libertação, de dar espaço para o novo, tal como sugere Ev Bogue. O nosso eu “upgraded” só pode surgir depois de se fazer espaço, apagando os ficheiros mortos. “Apagar os ficheiros” aconteceu-me naturalmente, ao comprar o netbook não fiz o que é costume, e não passei os ficheiros do antigo computador. Eventualmente há outros ficheiros para apagar… espero lá chegar. Esta ideia leva-me também ao conceito de renascimento – uma forma bastante drástica de  apagar ficheiros :) – e nem consigo explicar o quanto a ideia de regressões me parece estranha. Cada vez mais tenho a percepção de novas possibilidades. Este eu renovado (upgraded) parece vir também para muitos mais minimalista. A euforia consumista (o mais) está a dar lugar à simplicidade (o menos). E mais uma vez, haverá um equilíbrio?

Imagem: Alcácer do Sal, arquiteto Aires Mateus, foto Fernando Guerra.

O continente da escrita

10 Mar

Há professores que têm uma chama. E que podem passar essa chama aos outros. Há professores que são mágicos, ou “simplesmente”, poetas. Há outros que são técnicos. Podem ensinar-nos o nome das  coisas, como se faz, para que serve. Mas não há chama. A minha primeira aula do curso de escrita criativa foi dada por um poeta. A segunda aula, por um técnico. Com o primeiro, descobri que a linguagem tem uma vida própria, o seu próprio caminho, o seu próprio percurso, e que temos de confiar no processo. A escrita é um continente a descobrir. É uma aventura. Deste ponto de vista não há razão para nos lamentarmos e dizer coisas como “não tenho jeito, não sei escrever, não tenho imaginação”. O que poderíamos dizer seria qualquer coisa do estilo: “ainda não explorei bem o continente da linguagem”, “ainda não conheço bem os seus caminhos”. Estes caminhos são feitos de cruzamentos, de transparências, de obscuridades… e é a própria linguagem que nos conduz e nos constrói, construindo-se… se nos deixarmos construir.

O exercício de hoje era um exercício de justaposições real/simbólico:

Assim: atribui às palavras janela, porta, chão, mãos e cave sentidos simbólicos, metáforas.

Exemplo:

janela – pedaço do quotidiano

porta – partida para o desconhecido

chão – corpo prenhe de vida

mãos – artesãos do espaço

cave – esconderijo dos desejos

Agora escolhe duas palavras das cinco acima. Escreve um texto usando duas vezes cada uma dessas duas palavras. Depois de o escrever, substitui uma das ocorrências de cada palavra pela expressão metafórica.

Eis o meu texto final:

No chão coloquei as mãos e disseram-me que não estavas aqui.

No corpo prenhe de vida coloquei a dor e pedi que expulsassem todos os deuses.

Debrucei-me ainda mais, tacteei as tuas folhas e os artesãos do espaço espalharam-nas ao vento.

Durante um segundo só consegui ouvir o teu silêncio.

E depois as tuas sementes.

A borbulhar.

Como está um tanto enigmático, é interessante ouvir as diferentes leituras. O “técnico” achou que o tema era a sensualidade. Não era bem essa a minha intenção. Ao escrever o texto via alguém que perdera o amado e se voltava para a terra, com toda a sua dor, e a terra acolhe a dor e fala de regeneração, de nova vida.

Quanto ao meu trabalho no dia-a-dia, a partir de agora queria acompanhar o encontro da Evelyn com o Casi Cielo do Aqui e Agora, e nas minhas páginas matinais, durante 40 dias, só usar o presente do indicativo. Hmmm…. vamos ver o que sai, suspeito que pode ser bem monótono ;)

Imagem: Paisagem do Senhor dos Anéis, Cabo da Gata, Almeria

escrever no presente

27 Fev

There are always flowers for those who want to see them.

Henri Matisse

The best time of my life (thus far…) was a period in 2006 where I kept a journal for forty days and wrote  in the present tense and of the present moment. It was subtitled “40 days of Ordinary Rapture.”

I was ‘stuck’ in the further suburbs of San Jose, CA without a functioning car. Although I had a roof over my head, I was having trouble putting food on the table. I was whining to a local friend, “I am getting tired of tea and toast everyday.”

She put me to a challenge. What if every time I ate a piece of bread to view it with fresh eyes and senses as if, “You have never tasted a morsel of bread before that moment.”

So the journal became a way to record my daily ritual of tea and toast at dawn and tea and toast in the twilight. I was also “playing” with Jesus’ intent of forty days of fasting in the desert, and this sentence: “Man does not eat by bread alone, but by every word from the mouth of God.”

There are no adventures of ice-climbing across New Zealand or marrying a rock star in that journal.  Yet I saw magnolia trees in my neighborhood for the first time. Before I just drove by them on the way to something else without a second glance.

The scent of roses blooming was richer, and one day I understood their voice. I strolled to the local park and felt the glee of children at play. As I walked everything shimmered as if in an enchanted fairy tale; and yet, nothing changed externally.

Soon, I could afford more than Earl Gray with bergamot and sourdough. I enjoyed white peaches that dripped with sensuousness from the farmer’s market. I fell in love.

There was none of my typical ennui. A subtle and sublime joy suffused my daily life, just as it was. I suppose one can call it mindfulness, but it was more like Wholeness.

http://evelynrodriguez.typepad.com/

 

Escrever no presente. Que ideia tão simples :)

 

Páginas matinais

25 Fev

O próximo pensamento, onde está o próximo pensamento? A seguir o avião que está a chegar? No aeroporto aqui perto? Na história do último livro? Onde me leva o próximo pensamento?A algum reino mágio e escondido?A algum sonho que ainda não sonhei?A algum lugar que ainda não visitei ou a todos aqueles em que já estive e que já vivi? Voltar, tornar a voltar, querer outra vez, tornar a ser outra vez, deixar-me solto, deixar-me leve, pousar, uma borboleta, uma folha, esvoaçar até à próxima haste, o próximo raio de sol, o próximo instante, a próxima miragem, voar, pousar, voar, pousar. Inebriar-se de cores, de seres, de sons, ofuscar-se, perseguir os lampejos, as pequenas chamas. Embarcar, mais uma vez, o próximo pensamento, o próximo desejo, o próximo voo, a próxima chamada. Por vezes, ser leve, ser silencioso, por vezes parar, na batida do coração, ficar aí, suspenso, não ser, não queres, não ouvir, quedar-se, um instante, um passo, nem mesmo isso. Uma quebra, umquebranto. Uma passagem, e depois prosseguir, sempre o próximo voo, a próxima viagem, uma paisagem e outra. Desfolhar um livro, perder-se nas páginas, voltar atrás, saltar capítulos, não ter fim, não parar, nunca terminar, recuar, esvoaçar, avançar, páginas em branco, páginas com caracteres incompreensíveis, uma história, um sonho, uma memória, recordas-te, ouviste os pássaros naquela manhã, ouviste o resfolegar das árvores e do mar, a par do teu respirar, uma vez mais, outra vez, estamos aqui, contigo.

Balanço

21 Fev

Hoje dei-me conta que comecei a escrever as páginas matinais há quase 5 semanas. Parece-me que posso fazer um pequeno balanço. Escrever as três páginas na verdade tem sido o mais simples de tudo e não posso deixar de aconselhar esta prática a toda a gente. Ultimamente têm ficado um pouco confessionais, como um diário, mas não é bem essa a ideia, embora, uns dias mais outros menos, pode surgir também essa vertente; comecei por usá-las para iniciar um processo de libertação de escrita, e achei que funcionava muito bem. Tem algo a ver com a prática de meditação e sobretudo com o método usado nos grupos de partilha. É uma prática de ouvir, de escutar as nossas várias vozes, de escutar vozes que nem sabíamos que possuíamos, de nos libertarmos; mesmo que o que saia sejam só lamúrias, e o quanto sofremos e o quanto fomos magoados, e bla bla bla que-nem-nós-teríamos-paciência-para-ler-novamente, pelo menos ficamos mais livres durante o resto do dia. Mas da mesma forma que nos círculos de partilha, tem algo de estar perto do abismo e de nos desnudarmos; mas aqui estamos sós com a página, talvez seja mais fácil… ou não. Li alguns artigos de pessoas que disseram que as páginas matinais as ajudaram a fazer um sem número de coisas e a transformar a própria vida. Sem negar que realmente isso pode acontecer, para mim tem sido a energia/ideia/resolução que deu origem a procurar métodos de desenvolver este ser criativo que trago comigo e que nunca deixei que crescesse, foi essa resolução que me levou, basicamente, a querer mudar de hábitos – o que incluiu procurar ferramentas. Não é fácil mudar de hábitos. Temos de nos tratar bem e dar passos pequeninos. Mas dá-los.

Tenho também lido sobre “métodos” e os americanos podem ser muito práticos (à falta de melhor palavra) e há sempre aqueles conselhos, 10 dicas para isto, 20 para aquilo, e uma parte de nós começa a dizer ei ei, espera lá, aguenta aí que eu já volto.

Mas resumindo, o que é que mudou, nestas 5 semanas?

1. Ando com um caderno e canetas atrás de mim. Nada de muito intenso, mas dá para pequenos poemas, frases e sketchs.

2. Ando também frequentemente com o meu novo brinquedo, um netbook. A prática de escrever pode tornar-se viciante.

3. Comecei um blog sob o tema da criatividade e o dar conta da minha jornada nesse reino. Este blog.

4. Embora tenha vivido esta etapa como um momento de avaliação e de rutura em relação a tudo o que está para trás, também percebi que não se trata de fazer tabula rasa, mas cada vez mais, incorporar, integrar, embora tenha necessidade de estabelecer prioridades. Senti-me compelida a retomar o blog Arte & Zen que estava abandonado há que tempos. Tanto como método como estética, o Zen é uma fonte.

5. Ando a experimentar pequenas coisas nas técnicas artesanais. Fazer os pequenos Jizos foi uma revelação – não pela qualidade do objeto em si, que é rústico, mas pelo simples facto de ter surgido. De sítio nenhum… supostamente. A alegria vem de pequenas coisas.

6. Em vários sítios aconselham a manter um diário. Embora o lado confessional dos diários possa ser uma boa seca, tenho experimentado o penzu.com, é um sítio onde podemos manter um diário privado. Claro que não tenho grande paciência para escrever páginas e páginas, mas pelo menos a ocasional poesia ou pequeno texto. Com fotografia :)

7. Ainda sobre os conselhos que tenho andado a investigar, a conclusão lógica é que o que pode funcionar com alguns pode não funcionar com outros.  E tenho de encontrar os meus próprios métodos e ritmo. Mantenho os encontros semanais para alimentar a minha sede de cores e coisas bonitas – é uma fome como de pão com manteiga. Não é preciso mesmo nada de especial – um passeio, a praia, uma exposição… o fundamental é fazê-lo por si mesmo e para si mesmo. Não levar a melhor amiga, o namorado. É um encontro com o seu próprio artista.

8. Nos momentos de introspecção e ao fazer alguns dos “jogos” do Artist Way, percebi rapidamente que nada nem ninguém nunca me impediu de fazer seja o que for. Claro, houve alguns monstros… mas basicamente, eu, só eu, toda eu, e os meus pensamentos, complexos e ideias sobre o que é essencial e mais importante, sobre a arte, os artistas, a escrita, os escritores.. e eventualmente uma grande força da inércia me impediram de pôr as mãos na massa. (Ah, identificar quais as crenças ou ideias feitas que temos e nos impedem de avançar, é muito importante… geralmente são só ideias!)

9. Escrever é um acto solitário… mas também aqui precisamos dos outros para avançar mais rápido. Na meditação, muitas vezes referíamos a energia do grupo. Sozinhos não ficaríamos sentados… não por muito tempo. Inscrevi-me portanto num curso de escrita criativa para apoiar  todo este processo. Não só pela necessidade de actualizar-me, de ter mais ferramentas, mas também pela perspectiva de trabalhar com a ajuda de um grupo.

10. Incluir um ponto 10 era perfeito, não era? mas o mundo não é perfeito.